Amor da Minha Vida…
antes de chegar ao que eu escrevi para você, eu quero voltar ao começo. Não ao começo de vinte e quatro anos atrás. Ao dia em que a vida decidiu apertar PLAY outra vez.
Um “olá” depois de anos. E, sem a gente saber, o nosso futuro já tinha começado.
A gente estava brincando.
O destino, aparentemente, não.
Foi quando uma conversa simples começou a mostrar que alguma coisa já tinha mudado entre nós.
PAZ.
E pouco depois apareceu a palavra que passaria a acompanhar tudo: paz.
Você me explicou exatamente o que procurava: um relacionamento maduro, recíproco e com intenção de construir uma vida a dois.
Hoje eu prefiro outra resposta: não importa onde eu estive. Importa que eu voltei para você.
“Eu não sonho em reviver o passado.
Eu sonho em construir um futuro.”
“Depois de vinte e quatro anos, eu não quero saber como teria sido a nossa história. Eu quero descobrir como ela ainda pode ser.”
Quatro dias depois, a brincadeira sobre casamento já tinha virado uma pergunta de verdade sobre nós.
E algumas horas depois você deixou ainda mais claro:
“Sua resposta sempre será SIM.”
Um “SIM” para cada um dos 24 anos que perdemos.
Depois daquele primeiro SIM, a conversa deixou de ser sobre o que perdemos e passou a ser sobre como cuidar do que finalmente tínhamos.
Já não era sobre recuperar o passado. Era sobre não desperdiçar o presente.
Antes mesmo do reencontro, uma palavra que eu sempre evitava começou a sair de mim como se já soubesse o futuro.
Mas com você, ela começou a fazer sentido.
Naquela madrugada eu só queria dormir ouvindo a tua voz.
Poucas horas depois, eu finalmente ia te ver depois de mais de vinte anos.
A vida deu um PAUSE no nosso filme…
e no nosso reencontro a gente apertou o PLAY.
Foi ali que você deixou de ser letras e áudios. Você estava diante de mim.
Eu já não pensava em “eu e você”.
Eu pensava em nós.
Sua filha. Meus filhos. Nossa rotina. Nossa casa. Nosso futuro.
Menos de um mês depois, fui eu quem voltou ao assunto daquele “papel”.
“Você fez eu encontrar
sentido
nesse papel.”
O papel não mudou. O que mudou foi tudo o que ele passou a significar quando passou a ser com você.
E agora aquele “papel” tem outro significado.
Chegou a hora de te dizer tudo. Sem resumir. Sem cortar. No seu tempo.